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Diplomática e Classificação

Posted: sexta-feira, 23 de julho de 2010 by Priscila Taíssa in Marcadores:
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Mas uma vez nos apresentamos para tentar desvendar os mistérios da arquivística que o André nos instiga a trabalhar.

Então, vamos falar sobre os exemplos de classificação que o professor porpos para os documentos do Kit MCE-byte.
O 1° exemplo traz um plano de classificação baseado na função arquivística dos documentos, ou seja, o motivo pelo qual eles serão guardados. Nesse exemplo as divisões das séries podem ser confundidas e/ou até pode haver uma mistura das espécies documentais devido à falta de atenção.
O 2° exemplo nos traz uma demonstração de um plano de classificação estrutural. Este tipo de plano reflete o organograma da instituição e costuma ser mais utilizado que os outros. Porém, podem surgir problemas caso haja mudanças nos departamentos da instituição ou caso não haja organograma, por exemplo, em uma instuição que não seja tão formalizada assim. Também não existe possibilidade de se usar esse tipo de plano em fundos pessoais.
O 3° exemplo é o tão sonhado plano de classificação funcional. Ele se baseia na organização dos documentos de acordo com a função que desempenha na instituição. Este seria o plano fruto das discuções sobre tipologia e que melhor manteria a organicidade dos documentos sem os poréns do plano estrutural.

Mas ainda há muita coisa a se discutir e no nosso caso a aprender visto a complexidade que essa questão nos traz. Será que eu falei alguma besteira? Sim? Não? O que vocês acham?

Análise das análises anteriores - Kit MCEbyte

Posted: sexta-feira, 16 de julho de 2010 by Pedro Davi in Marcadores:
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Analisamos as respostas dos blogs do semestre anterior sobre o Kit MCEbyte, que deveriam propor um plano de classificação e fazer a análise diplomática e tipológica dos documentos.

Em primeiro lugar, fussando os blogs, descobrimos que o nome do Kit refere-se mesmo a esse maluco aí, um tal de Maurits Cornelis Escher, holandês, segundo o Felipe, que criava essas figuras doidas e impossíveis - Esse cara devia ser chegado numas doses generosas de café. Holanda?! Nunca se sabe né?... Oo.

Mas então... A resposta que mais nos chamou a atenção foi a do blog Arquivo à Flor da Pele. Foram os únicos que especificaram a atividade e a função no plano de classificação, os outros blogs só desenharam um organograma que não explica muita coisa.

E em relação à análise diplomática... 3 grupos nos pareceram melhores, apesar de praticamente todos se basearem no manual de Madrid (o que não é um erro, mas deixou todas as análises parecidas). Procuramos então outros fatores que nos levaram a eleger as melhores respostas ao nosso ver.

1 - Diplomática e o Cotidiano - que foi mais abrangente e buscou respostas e o contexto em outras fontes;

2 - Ovnis, Arquivos e Diplomática - que ganharam ponto, pra gente, pela estrutura da resposta, ficou bem organizada a análise deles;

3 - Perseguição Arquivística - Expôs a problematização em fazer o exercício devido ao desconhecimento de fatores importantes como trâmite, prazos etc.

É isso, esse carro na parede não quer dizer nada! =D

Chegou a nossa vez - Blog da Vez

Posted: terça-feira, 13 de julho de 2010 by Priscila Taíssa in Marcadores: ,
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E aí galera! Finalmente chegou a nossa vez!

Então... Vocês já estão cansados de saber como funciona né?! Mas vamos lembrar os quesitos a serem avaliados:

Qualidade do conteúdo;
Clareza dos assuntos tratados pela equipe;
Quantidade de postagens;
Atratividade em relação ao tema escolhido; e
Interface do blog.

Podem xingar a gente a vontade. Rsrsrs.

Do além para a Garagem

Posted: by Priscila Taíssa in Marcadores: ,
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Indagados por nossos queridos amigos do Diploarte sobre uma possível Diplomática do Além, vamos analisar as cartas psicografadas por Chico Xavier(ops... foto errada!) que foram usadas em um processo criminal para inocentar o réu do assassinato de Henrique Gregoris.

Achamos que essa é mais uma questão de fé do que de diplomática. Mesmo que as informações presentes nas cartas sejam compatíveis com a realidade, inclusive a caligrafia e assinatura do espírito, ainda não existem meios , graças a Deus, de se investigar sua autenticidade. Por isso, acreditamos que essas cartas possuem predominantemente função sentimental e não legal. Não é qualquer juiz que as aceita como prova. E nem é uma coisa corriqueira que acontece nos tribunais. Sua autenticidade e veracidade, mesmo com a confirmação dos parentes, é questionável. Como vimos no filme, Chico não ficava com as cartas, mas as entregava aos parentes dos espíritos presentes nas seções. Então o acumulador são os parentes e as cartas têm função afetiva. Já no caso do processo judicial, ela compõe parte desse processo, então o acumulador será o tribunal e sua função estará ligada ao processo. Apesar da credibilidade de Xavier, se está "inovação" for aceita para resolução de crimes, pode ser que apareçam milhares de médiuns com cartas que inocentem o Arruda, o Paulo Octávio, a Eurides Brito, o Leonardo Prudente, o Júnior Brunelli, o goleiro Bruno...

Os Irresistíveis falsários

Posted: quinta-feira, 1 de julho de 2010 by Priscila Taíssa in Marcadores:
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Depois de termos assistido a essa comédia na aula de Diplomática, nossa tarefa consiste em analisar a autenticidade histórica, diplomática e legal de alguns documentos que aparecem no filme, além de analisar também sua veracidade. Lá vai:

O quadro de Eva Braun:

Um perito em arte alega que tal quadro foi mesmo pintado por Hitler e que ele próprio – o perito – estava presente no momento em que o quadro foi pintado. Para o comprador a palavra deste perito e suposto amigo de Hitler garante sua autenticidade e veracidade. Contudo, o quadro não é diplomaticamente autêntico. Sua produção não foi feita e ele não foi assinado pelo verdadeiro produtor. Se analisarmos mais profundamente, é provável que, a tela, o tipo da tinta e dos pincéis utilizados não são iguais aos que Hitler utilizava. Agora, historicamente falando, se a história que o perito contou for verdadeira, o quadro pode ser considerado historicamente autêntico, por retratar um fato realmente ocorrido. Se esta suposição estiver correta também poderá ser considerado verídico, porque a informação gravada nele é verdadeira. Contudo, mesmo que a informação a respeito da viagem seja verdadeira, não podemos falar com cem por cento de certeza que ele é verídico e historicamente autêntico porque o corpo da mulher pintado não é o da esposa de Hitler e sim o de uma outra mulher esolhida pelo falsário. Vai que a mulher de Hitler não tinha tantos pelos em baixo do braço, então a informação não seria verídica. Porém, visto tudo isso, se o perito tiver autoridade para atestar que o quadro é genuíno, ou seja, que ele é verídico e autêntico, ele também poderá ser considerado legalmente autêntico.

Os diários de Hitler:

Vários peritos atestaram a autenticidade desses diários, mas num certo momento utilizaram a carta também produzida falsamente para atestar com mais precisão sua autenticidade e veracidade. Devido a isso eles poderiam ser considerados legalmente autênticos, mas não o foram, logo que, após a publicação da revista, a farsa foi desmascarada. Eles não são verídicos nem historicamente autênticos porque as histórias contadas não foram vividas por Hitler e sim pelo falsário. Também não são diplomaticamente autênticos. Como vimos no filme, o F colocado no lugar do A, de Adolf, gerou algumas discussões a respeito da autenticidade dos diários. Também após a publicação da revista atestaram que a idade do papel utilizado não poderia ser compatível com a época em que Hitler supostamente os escrevera. Portanto não são nem legalmente, nem historicamente, nem diplomaticamente autênticos muito menos verídicos.

A carta de Hitler que atesta a autenticidade dos diários, pedida ao Prof. Knobel, quando ele estava com um surto de febre.

Como foi dito anteriormente essa carta foi utilizada para atestar a autenticidade dos diários. Mas somente um elemento foi questionado, a grafia. Diplomaticamente falando, todos os elementos desses documentos deveriam ser estudados para que sua autenticidade fosse comprovada. E legalmente falando, esses documentos deveriam ser diplomaticamente autênticos e verídicos para que possuíssem fé pública. A autenticidade histórica está ligada somente ao conteúdo dos documentos, por isso, se são historicamente autênticos também são verídicos. De certa forma as informações desses documentos são verídicas quando ligadas ao falsário, mas já que todos se referem a Hitler não podem ser considerados verdadeiros. Essa carta durante certo momento foi considerada autêntica, mas creimos que uma futura análise do papel e dos elementos internos e externos do documento tenha excluído essa possibilidade. Do nosso ponto de vista ela é legalmente, diplomaticamente e historicamente inautêntica e não é verídica, pois, não foi Hitler que vivenciou tais informações contidas nela, nem a assinatura pertence a ele, nem a grafia. Para o falsário ela é verídica porque ele as vivenciou, para a história não.

Para concluir:
Achamos que os documentos até podem ser considerados, por um certo momento, diplomática e legalmente autênticos mas só até o momento em que são descobertos que são falsos. Mas não são verídicos e nem historicamente autênticos, exceto o quadro que tem uma questão peculiar. E se esse quadro pintado por Hitler realmente existe? Então o quadro falso poderá ser uma réplica e por isso verídico e historicamente autêntico? Será?

Explorando a Diplomática

Posted: sexta-feira, 18 de junho de 2010 by Priscila Taíssa in Marcadores:
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Tentando formalizar alguns conceitos estudados ao longo do curso vamos discorrer sobre os textos do José Augusto Guimarães e o capítulo 1 da Duranti, que estão na nossa página de textos.
Diplomática “é a disciplina que estuda a gênese, as formas e o trâmite de documentos arquivísticos e sua relação com os fatos representados neles e com seu criador, com o fim de identificar, avaliar e comunicar sua verdadeira natureza.” (DURANTI)
Apesar de a princípio ser utilizada somente para se avaliar a autenticidade de documentos do período medieval, seus métodos podem muito bem ser utilizados nos documentos modernos e isso foi percebido por Duranti. Nada impende que essa prática também seja utilizada em documentos pessoais, mas com fins arquivísticos seu objeto será somente o documento de arquivo, “um documento criado ou recebido por uma pessoa jurídica no curso de uma atividade prática.” (DURANTI)
Mas a Diplomática não analisa somente o suporte, a forma e o conteúdo do documento, “quando examina criticamente um documento, a Diplomática estuda: o fato e a vontade que o originou, em quanto se relaciona ao propósito e à consequência... O estudo do conteúdo do documento é estranho à Diplomática, porque é a autenticidade, a validade, a autoridade e plena compreensão do conteúdo o que a Diplomática se esforça em averiguar, quando observa os diferentes elementos do documento.” (DURANTI)
Por essa questão a disciplina é tão importante para a arquivística. A análise Diplomática e Tipológica vai nos dar a base para se iniciar os trabalhos arquivísticos, principalmente no que se refere à classificação e para compreender o inter-relacionamento e a organicidade dos documentos. Como podemos ver a Diplomática é sim uma ciência e o que a caracteriza como tal, segundo Duranti, é que ela possui um objeto de estudo – o documento – uma teoria sobre ele e uma metodologia, que permite analisá-lo. A Diplomática já foi uma ciência auxiliar da história assim como a paleografia, mas, hoje em dia, o conceito de documento diplomático foi redefinido, criando assim uma Diplomática contemporânea, que passa a influenciar diretamente as práticas arquivísticas caracterizando-a como ciência autônoma.

Esse post foi feito em resposta à tarefa realizada no dia 10 de junho no Blog-Mãe. Respondemos às perguntas do Blog Hora de Comunicar. Clique aqui

Voltando a por o blog em dia

Posted: quinta-feira, 27 de maio de 2010 by Priscila Taíssa in Marcadores:
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Exemplo de diplomática cotidiana

Análise tipológica do falso certificado mencionado na reportagem do Correio Braziliense:

Professor de diplomática (tem uma cópia não-original)

Contexto: O documento foi criado a partir de atividade irregular de certas escolas do Distrito Federal.
Série documental: Material didático
Espécie: Certificado
Função: Exemplo para a produção de exercícios para os alunos do curso de diplomática

Secretaria de Educação do GDF ( tem uma cópia original)

Contexto: O documento foi criado a partir de atividade irregular de certas escolas do Distrito Federal.
Série documental: Fiscalização de escolas do DF
Espécie: Certificado
Função: Constituir parte do processo de fiscalização de escolas que funcionam irregularmente no Distrito Federal

Aluno formado (tem o original)

Contexto: O documento foi criado a partir de atividade irregular de certas escolas do Distrito Federal.
Série documental: Certificado de cursos concluídos
Espécie: Certificado
Função: Comprovar a suposta conclusão do curso


Autenticidade e Veracidade

Posted: quarta-feira, 19 de maio de 2010 by Pedro Davi in Marcadores:
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Ainda pondo em dia o blog... Segue resolução do exercício sobre veracidade e autenticidade clique aqui.


Muito objetivo e acolhedor o discurso do reitor divulgado no site da UnB, apesar de inverídico. A existência de um discurso paternalista supostamente confortaria a classe revoltada e má remunerada em questão. A distribuição de recursos sempre foi uma questão polêmica e neste ano eleitoral não está sendo diferente. Estamos cansados de saber e temos diversos exemplos no mundo de que é com a educação de qualidade que se desenvolve uma sociedade. Contudo, para que dar conhecimento a alguém que tem fé, confia e votará em você? A falta de educação é uma punhalada nas costas dos direitos do cidadão brasileiro. O espaço universitário é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Mas o conhecimento e o crescimento intelectual não têm importância, certo?! Temos diversas outras prioridades no Brasil que não são a manutenção das universidades. É necessário que se veja a universidade como a base e não como algo opcional. A não ser que se invertam as prioridades no Brasil, o futuro das universidades não será muito diferente do que vivemos hoje. Retornando à nota oficial da reitoria. Apesar de ser autêntica, ou seja, possui todas as formalidades necessárias para reconhecer sua proveniência, nada garante a veracidade da informação. Pelo contrário, o contracheque do docente vai contra as informações da nota. Então surge a dúvida: se a veracidade não depende da autenticidade que meios temos para garantir que as informações de um documento autêntico são verdadeiras?

Desafio: El Secreto de Sus Ojos

Posted: terça-feira, 18 de maio de 2010 by Pedro Davi in Marcadores:
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Voltando à ativa com o blog, estaremos retomando com a resolução dos desafios que ficaram boiando no marasmo da greve, não greve, greve, q?

Dependendo da situação (?) é provável que retornemos com as traduções, se não, somente será traduzido aquilo que serve para identificar os objetivos do nosso blog e o que fazemos..

O Desafio do filme: O segredo dos Seus Olhos clique aqui (Alíás, um filme muuuuito bom.)

Desafio 1: No que se trata de autenticidade nas duas fases - corrente e intermediário - o documento é autêntico, visto que cumpre com as formalidades legais para que se constitua um processo quanto aos aspectos característicos dessa espécie de documento.

O mesmo não se pode afirmar da veracidade, visto que os objetivos que levaram à produção do processo não foram cumpridos por alienações parciais, descaracterizando a fidelidade do conteúdo por um aspecto subjetivo: negligência do juiz.

Desafio 2: Agora o processo perde a autenticidade, pois houve a alteração de algumas características que o legitimava, como: datas, assinaturas e decisões.

Por outro lado essas alterações levaram a uma maior aproximação da veracidade. Foi apagado do processo aquilo que permitia julgar a negligência do juiz, como a decisão em julgado de um crime não resolvido. Apesar de se aproximar da verdade, houve uma tendência parcial do conteúdo do processo devido às alterações de algumas características da autenticidade, permitindo que mais informações fossem acrescentadas e a investigação fosse retomada.

Desafio 3: Antes de 1975 às fotos eram vistas e descritas de acordo com o acontecimento registrado: formatura, escola, lazer - contexto antes do crime. Depois de 1975 às fotos permitiram levantar o principal suspeito pela análise do conteúdo dessas, independente do fato que elas registravam, o que havia de relevante agora eram as pessoas que apareciam nas fotos e a presença característica do principal supeito - contexto pós crime.


Análise do pré e do pós 1975:

Pré 1975
Tipo: Registro Fotográfico de Eventos
Formato: Ampliação Fotográfica
Acumuladora: Liliana Colloto
Atividade que gerou: eventos: formatura, reunião de amigos...
Destinatário: Própria acumuladora
Conteúdo: Noite de formatura e de reunião de amigos.


Pós 1975
Tipo: Registro Fotográfico de Suspeito de Crime
Formato: Ampliação Fotográfica
Acumulador: Investigador Benjamin
Atividade: Investigação criminal
Destinatário: Órgão Oficial de Justiça
Conteúdo: Imagem do provável suspeito de assassinar Liliana e registro do seu comportamento habitual visto na foto.

Desafio 4: A análise tipologica auxiliaria justamente na identificação do contexto que levou Gómez a se corresponder com a senhora. Sabendo o contexto poderia-se presumir diversas informações que complementariam a investigação. Já a análise diplomática permitiria pressupor a localização de Gómez relacionando e analisando as datas e locais de produção das cartas.

Documentos de formatura

Posted: quarta-feira, 28 de abril de 2010 by Priscila Taíssa in Marcadores:
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Quem se lembra daquele exercício de diplomática no qual iriamos analisar os documentos da comissão de formatura???


Pois é... estamos postando agora. Aí vai a análise. Divirtam-se!



Documento 1 – Juramento Arquivologia

Não há data, saudação, direção, símbolos e nem assinatura. O gênero é textual, língua portuguesa e o suporte está em meio digital. Há somente o título a que se refere o documento em letras destacadas, diferente do restante do texto. Em seguida, o juramento em si.

Analisando tipologicamente nos três diferentes contextos sugeridos pelo professor, arquivo do CAARQ, arquivo do professor André e no arquivo de um formando, vemos que esse documento pode ter valores diferentes de acordo com seu acumulador. Por exemplo, no arquivo do CAARQ pode ser um documento com valor informativo e até histórico que registra o compromisso profissional do arquivista além das possíveis modificações ocorridas neste juramento. No arquivo do professor André, pode ter o mesmo valor do arquivo do CAARQ além de potencialmente servir como material didático em uma de suas disciplinas ministradas. Já no arquivo de um formando, esse documento pode ter extrema importância e representa o compromisso que ele faz que vai direcionar sua carreira daqui para frente. Ele deve se apoiar nesse documento enquanto exercer a profissão.

Tipo: juramento de arquivologia
Entidade acumuladora: CAARQ, Professor André, Formando
Atividade que gerou o tipo documental: colação de grau dos formandos em arquivologia
Conteúdo: juramento de arquivologia

Documento 2 – Discurso do Paraninfo

Possui título, datas tópica e cronológica, assinatura, saudação e direção. Tem o gênero textual, suporte digital e está escrito em língua portuguesa com uma linguagem formal.

Esse documento foi criado para ser usado no discurso de saudação da Paraninfa na solenidade oficial de outorga de grau dos formandos. Para o arquivo do CAARQ esse documento tem caráter informativo e pode, ou deveria, estar relacionado a outros documentos referentes à atividade que os gerou, se o centro acadêmico vê relevância em mater tal documentação. Porém, tal documento não possui valor administrativo. Já para o arquivo do professor e do formando o documento, também com valor informativo, pode vir a ter valor histórico dependendo das necessidades de seu acumulador.

Tipo: Discurso do Paraninfo
Entidade acumuladora: CAARQ, Professor André, Formando
Atividade que gerou o tipo documental: colação de grau dos formandos em arquivologia
Conteúdo: discurso de saudação da Paraninfo Profa. Lillian Alvares para a solenidade oficial de outorga de grau dos formandos do segundo semestre de 2009.

Documento 3 – Discurso do Orador

Não possui data, assinatura, direção e símbolos que identifiquem o documento. Tem o gênero textual, suporte digital e está escrito em língua portuguesa.

Para as três situações sugeridas o documento possui somente valor informativo. Pode vir a ter um outro valor nos arquivos pessoais, do professor André e do formando, devido afinidade ou consideração que os acumuladores tenham com o orador, ou mesmo pode ter importância maior para o formando se este for o próprio orador.

Tipo: Discurso do orador
Entidade acumuladora: CAARQ, Professor André, Formando
Atividade que gerou o tipo documental: colação de grau dos formandos em arquivologia
Conteúdo: Discurso do orador da turma de formandos do segundo semestre de 2009.

Pensamos que os possíveis valores adquiridos por cada um desses documentos pode variar de acordo com o seu acumulador. Principalmente em se falando de valor secundário. Essa questão se torna muito subjetiva e diversas respostas podem ser admitidas.

Será que é? Ou será que não é?

Posted: segunda-feira, 12 de abril de 2010 by Priscila Taíssa in Marcadores:
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Oi oi galera.

Lá vamos nós de novo responder às questões de nosso querido professor. Você que está a par das últimas notícias já deve estar sabendo que a campanha de vacinação contra a influenza H1N1 começou no Brasil. Nossa tarefa foi analisar três documentos que esclarecem, entre outras coisas, sobre o que contém a vacina. Está aí a questão:

Em qual documento a sociedade deve acreditar? Qual é autêntico? Justifiquem a resposta com a análise diplomática e tipológica de cada documento.

Documento 1: E-mail que está circulando na internet

É furada... O documento não possui assinatura, data, nem cronológica nem tópica, somente o texto em si. Não há nenhum elemento que garanta sua autenticidade. Pode ter sido escrito por qualquer um, com interesse qualquer, seja de alertar as pessoas seja de pregar mais uma mentira via “corrente”. Não há embasamento teórico suficiente para se afirmar a veracidade do que foi dito. O e-mail pode até ser genuíno. Ele é o que diz ser. Um e-mail comunicando sobre as contrapartidas da vacina H1N1. Se o que ele traz é verdade ou não é outra história. Não há como saber quem ou que entidade o produziu e nem que atividade o gerou. Duvidamos muito de sua veracidade e autenticidade. Não acreditaremos nele com facilidade.

Documento 2: Notícia publicada no portal do Ministério da Saúde – MS

Esse sim. O documento possui título, assinatura, data cronológica, identificação da entidade produtora (MS), foi publicado no site oficial do MS e foi produzido por uma atividade. Todos são elementos que garantem sua autenticidade. Confiaríamos mais nesse documento, tanto na sua veracidade quanto na sua autenticidade. Também parece ser genuíno.

Documento 3: Nota de esclarecimento

Outra furada. Apesar do documento possuir identificação da entidade produtora (MS) e o brasão da República Federativa do Brasil, fica difícil dizer se ele é autêntico e mesmo verdadeiro. O site em que foi baixado permite que se faça o upload de qualquer documento sem o questioná-lo em nada. Apesar de estar em .pdf, ele pode muito bem ter sido editado por qualquer um, inclusive há um trecho do texto em que a cor da fonte difere da cor do restante do texto, pondo mais uma vez em dúvida sua autenticidade. As informações podem até coincidir com as do documento 2, mas a atividade que o gerou e a entidade produtora podem terem sido falsificadas. Por não ter uma autenticidade tão clara e até duvidosa, pensaríamos duas vezes antes de dizer que ele é autêntico e genuíno.

Desafio de Diplomática

Posted: quarta-feira, 31 de março de 2010 by Priscila Taíssa in Marcadores:
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Saudações meu povo,

Quem está ligado no blog de Diplomática e Tipologia Documental deve ter quebrado a cabeça a semana inteira pensando no desafio proposto pelo Professor André. Estamos com enxaqueca a três dias por conta disso. Mas vamos lá. Depois de nossos motores quase fundirem, e com uma boa ajuda da Belloto, concluímos nossa análise. Esperamos que pelo menos tenhamos acertado na trave. Então lá vai:




Nota à imprensa - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Análise diplomática:

Direção e Título
Texto informativo
Datas tópica e cronológica
Está postado em uma página de um sítio na internet
Pode ser pesquisado através de buscadores do próprio sítio
Não há restrição de acesso a tal página
Identificação do possuidor do sítio e endereço para acesso
Gênero textual
Língua portuguesa
Texto formal
Formato: Documento eletrônico
Espécie: Comunicado
Tipologia: comunicado à imprensa

Análise Tipológica:

Tipo: comunicado à imprensa
Formato: Documento eletrônico
Entidade produtora: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Atividade que gerou o tipo documental: comunicação externa
Destinatário: imprensa
Conteúdo: informações à imprensa sobre decisões do Ministério

Quem sabe o que é?

Posted: quinta-feira, 25 de março de 2010 by Priscila Taíssa in Marcadores:
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Vamos lá pessoal, queremos ver quem consegue descobrir que documentos são esses:

Documento 1:

Suporte: Papel
Gênero: textual
Formato: folha A4
Possui timbre do emissor
É amplamente divulgado na mídia
Tem uma listagem com o número de identificação do objeto requisitado

Documento 2:

Suporte: Papel OFF SET, pesando 120g/m²
Gênero: textual
Possui campos para identificação do proprietária e da coisa possuída
É necessário o pagamento para sua emissão
É expedido anualmente pelo órgão de trânsito competente
Serve como comprovante de pagamento
É sempre verde
Possui o brasão da República

Documento 3:

Suporte: chapa de alumínio
Gênero: Alfanumérico
É liberado e lacrado pelo departamento de trânsito estadual
É usado para registro e identificação
A cor altera de acordo com o acumulador deste documento

Dica: Todos eles estão relacionados a documentos de concessionária de veículos.

Mas afinal, o que é diplomática?

Posted: quarta-feira, 24 de março de 2010 by Átila Martins in Marcadores:
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De acordo com o Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística diplomática é a “disciplina que tem como objeto o estudo da estrutura formal e da autenticidade dos documentos ”.

...Ou seja, diplomática é uma análise de elementos do documento como: datas, saudações, assinaturas, formatos, espécies, suportes e outros aspectos que vão muito além do texto propriamente dito. Estas análises, a princípio, garantem a percepção da autenticidade do documento, afinal é muito fácil copiar um texto e até mesmo uma assinatura, mas quem consegue recuperar os traços do tempo em um documento, por exemplo, ou acertar qual a tinta que foi usada na escrita para não ter diferenciação de cores, contrastes etc?

A diplomática vai nos permitir conceber estes questionamentos, mas não só na autenticidade. Talvez sendo um pouco mais ousado ou futurista, a diplomática nos ajude a recuperar informações muito mais relevantes que não estão no texto, mas nas estruturas. Convenhamos, muitos dos melhores prazeres da vida estão nas sutilezas, bem como o que está nas entrelinhas tende a ser deveras mais revelador, afinal foi escondido!

Bom, é isso. Foi o que entendemos até agora. Até o fim do semestre pode ser que aja mais fermentação, quem sabe...

Explicado?